Validação com dados reais
15 trechos reais do rastreador, dois algoritmos.
Cada linha é um deslocamento real registrado pelo rastreador GPS da e-bike (dispositivo BENDITA, São Paulo). Os dois roteadores receberam exatamente o mesmo par origem→destino; a física de e-bike aplicada é idêntica. Clique numa linha para carregar o trecho no simulador. Esta validação usa o BRouter (perfil de custo próprio, com as regras de subida/contramão/semáforo descritas na metodologia).
| Trecho | Obs. real |
GPS padrão tempo · subida · bateria |
BRouter tempo · subida · bateria |
Δ tempo | Δ subida | Δ bateria | Veredito |
Metodologia e calibração
1 · Os dois roteadores
- GPS padrão (baseline): OSRM público (perfil viário de veículo) — proxy da lógica do Google Maps gratuito: menor tempo em malha de carro, cego a elevação, contramão proibida, aceita vias expressas.
- BRouter: motor público, rodando um perfil de custo próprio (arquivo
routeiq.brf, embutido nesta página) sobre OSM + SRTM — regras explícitas de subida/contramão/semáforo, descritas abaixo.
2 · Regras codificadas no perfil do BRouter
- Elevação > distância: 1 m de subida custa como 45 m de rota plana (
uphillcost=45); rampas < 1,5% são ignoradas — o motor absorve (uphillcutoff). É a penalização não-linear: rampa suave é grátis, subida de verdade é cara.
- Contramão inteligente: permitida com penalidade leve (1,25×) em via local/residencial, penalidade média em coletoras, bloqueada em arteriais (10000×). Reflete a operação real do entregador com segurança mínima.
- Semáforos: custo fixo de 120 m-equivalentes por semáforo (reaceleração = dreno de bateria).
- Vias expressas bloqueadas: Marginais e trunk custam 6× — nas rotas de validação, o GPS padrão mandou a bike para a Marginal Tietê em 5 dos 15 trechos.
- Ciclovia (toggle): bônus de 0,72× quando ativado; 0,90× no modo tempo.
- Superfície: paralelepípedo 1,5×, terra 2,2×.
3 · Física da e-bike (idêntica nas duas rotas)
Pedelec BR: assistência até 25 km/h, motor 350 W, massa total 105 kg (bike + entregador + carga), bateria 480 Wh, autonomia calibrada em ~75–80 km plano. Por segmento resolve-se a velocidade de equilíbrio v tal que P(v) = potência disponível, com P(v) = rolagem + arrasto + gravidade; o consumo de bateria integra a potência do motor no tempo (η = 0,80). Fator urbano 1,15× no tempo (paradas) e 1,0 Wh/km de perdas de reaceleração. Elevação: amostrada a cada ~140 m via open-elevation (SRTM), suavizada por média móvel, banda morta de |1%| contra ruído do DEM — pipeline idêntico nas duas geometrias.
4 · Multi-ponto e prioridade
Com 3 ou mais pontos, a ordem de visita "mais rápida" é resolvida automaticamente nos bastidores — o BRouter e o OSRM público não expõem TSP nativo nesta demo. Se um ponto for marcado com prioridade, ele entra fixo como primeiro da lista antes de pedir a otimização, e o sistema resolve a melhor ordem pro resto. A ordem escolhida é então roteada nos dois motores, na mesma sequência, pra comparação de tempo/subida/bateria ser justa entre eles.
5 · Limitações honestas
- SRTM tem ~30 m de resolução e ruído em área urbana; subidas absolutas têm incerteza, mas a comparação entre rotas usa a mesma fonte.
- O tempo real observado do rastreador inclui trânsito, portas e espera — é teto de referência, não alvo exato.
- As regras da seção 2 valem pro perfil do BRouter — não temos, hoje, um log evento-a-evento verificado de contramão/sinal/subida confirmando o que a rota realmente fez.
- Tráfego em tempo real e posicionamento pós-entrega ficam para a próxima iteração.